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diário de fotografia · viagens · afetos

Bodas de Zinco

Ontem realizei um sonho e a vida, daquele jeitinho especial que só ela sabe ser, colocou um dos melhores dias da nossa vida numa das fases mais difíceis do nosso relacionamento. Quando nos casamos em 2022, foi uma grande realização, me vestir de noiva, entrar ao som de Turning Page, estar com nossa família, ter uma festa e uma cerimônia do jeitinho que vivíamos fazendo todo final de semana. Mas depois que ela passou, eu percebi que faltou algo.

Faltou eu ser mais eu mesma na minha produção de noiva, faltou viver o dia com muuuuita entrega e me alegrar com cada momento vivido, faltaram conteúdos que eu gostaria de ter tido mais, faltou eu ter segurança de quem eu era e me firmar nisso. Não apago a experiência que vivemos naquele dia, até porque eu só sou a Vick que eu sou hoje porque passei por todo o processo desde então. Afinal, iniciei a terapia há menos de três meses do casamento, e quatro anos depois seria impossível me manter como eu era. Naquela época, eu não sabia me impor, eu lutei por relações falidas só porque era o idealizado, só percebia as coisas que não seriam como eu desejava.

Dessa vez, consegui ser eu mesma, fiel a como eu me vejo como mulher, às minhas escolhas de beleza. As pessoas que estiveram com a gente, a não esperar do outro a felicidade que eu queria sentir e sem contar na sorte de estar num lugar fantástico, cercada de profissionais incríveis. Se algum dia me faltou algo referente ao nosso casamento, essa falta não existe mais.

Espero mais uma vez estar aberta a aprender com as lições que a vida me traz e me permitir ser sempre uma versão melhor de mim mesma.


Fotos da Fujifilm feitas por mim e pelo Caio