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diário de fotografia · viagens · afetos

Descobri que o autoconhecimento anda de mãos dadas com a minha saúde mental

Descobri que o autoconhecimento anda de mãos dadas com a minha saúde mental

Já faz alguns meses que percebi que após um casamento me deixar abater e passar o dia na cama/sofá me faz mais mal do que o conhecido "eu mereço descansar". Não é que eu não mereça mas entendi que descanso pra mim não é só um corpo corpo em repouso, mas é a mente em paz e o que me traz paz? A casa organizada, ter um almoço gostosinho para comer. Saber que ao adiantar essas pequenas coisas no domingo, amanhecerei na segunda-feira com mais tranquilidade e sem afobação ou ansiedade para cumprir com os deveres de casa e do trabalho.

Eu sei que não sou a pessoa mais normal do mundo e sinceramente essa necessidade por uma casa limpa pode ser vista como algo ruim, mas desde quando perder uma horinha de um dia inteiro fazendo algo que me trará benefícios para o resto do meu dia deve ser visto como algo ruim?

Conhecer meus limites e minhas necessidades não devem ser uma busca por auto repreensão ou desejo de ser diferente, mas aceitar o que me faz bem e ir em busca disso. Eu não preciso ser diferente do que eu já sou hoje, eu só preciso ter uma boa vida sendo quem sou.

Ouro Preto

Ouro Preto

Ouro Preto | 2025
Quem diria que revisitar este blog depois de quase dez anos me faria ter vontade de voltar a escrever e eu perderia um dia inteiro trocando layout (sempre foi minha parte preferida) pra deixar ele com a minha carinha?

A verdade é que muito do meu olhar fotográfico e sensibilidade com as palavras foram se perdendo nessa nova era performática onde tudo é perfeito e cool no Instagram. Onde vou chorar minhas lamúrias e questões emocionais sem ser julgada? Eu já descobri, aqui!

Aproveitando essa nova fase deliciosa, estou com tantas fotos da viagem que fizemos para Ouro Preto no ano passado que acho extremamente válido trazer elas para cá. Essa viagem foi feita para participarmos do workshop do Rômulo e da Fran, da Aproximar Fotografia, e saí de lá com vontade de levar minha câmera para todo lado e fotografar o mundo. Não se sustentou por muito tempo, pois caí em depressão e a última coisa que eu pensava era em coisas bonitas para fotografar, maaaaaas, se estamos aqui tantos meses depois é porque eu sobrevivi.


Vick de 19 anos, temos algo a te falar.

Vick de 19 anos, temos algo a te falar.
Lá Spiaggia | Village Mall

Hoje é dia 9 de julho de 2026. Falta exatamente um mês para o meu aniversário de 29 anos e um mês para realizar um dos maiores sonhos da minha vida: conhecer Paris. Fiz a besteira de abrir esse blog para ter certeza de qual ano ganhei a mini Torre Eiffel que tenho até hoje na minha mesa de trabalho e, caramba, que longo caminho percorremos nesses últimos dez anos.

Mais precisamente, no último ano enfrentei a minha maior batalha no quesito saúde mental. Depois de anos buscando, todos os dias, alcançar uma estabilidade emocional, aceitar os relacionamentos que me cercam pelo que eles são e, principalmente, aprender a amar quem eu sou, caí no poço mais fundo já vivenciado por mim: a depressão e as crises de pânico.

A vida não me era mais desejada. Os dias, um tormento. O meu aniversário? Um dia para passar em branco. Não existia nada que me fizesse levantar da cama e ser grata por viver. Nada nem ninguém poderiam suprir o vazio que assolava a minha alma. Mas, um ano depois, eu voltei a sonhar.

A acreditar que aquela menina, mesmo com todas as suas dores e marcas, era alguém que deveria ser feliz, era alguém que era amada, era alguém que valia a pena. É tão difícil crescer cercada de traumas e abandonos na infância. Isso se torna uma característica nossa, e não algo que foi feito a nós.

Ninguém sequer lerá esse texto, mas, se um dia, daqui dez anos, sei lá, eu passar por esse blog, quero me lembrar de que, mesmo nos dias mais difíceis, houve pessoas lá por mim e que o sol sempre, sempre volta a brilhar. A maior riqueza da vida não está em realizar, mas em nunca deixar de sonhar.


Todo meu amor para Bea

Todo meu amor para Bea

Alguns sábados atrás eu finalmente consegui cumprir com a minha promessa de fotografar a Bea -minha irmã gêmea- mais uma vez. Depois de tantos furos -sorry baby- finalmente as fotos saíram e eu gostei tanto do resultado que aproveitei a oportunidade de trazer elas pra cá e dizer a essa minha querida irmã o quão grande é o meu amor por você. 

São dezenove -quase vinte- anos compartilhando minha vida com essa pessoinha, formei meu caráter, descobri paixões e talentos ao lado dela, brigamos, compartilhamos e amamos. Obrigada por sua companhia.



 Ps. Queria ser eu nessas fotos :')

5 anos de nós

5 anos de nós
Lua de Mel - Gramado - 2016

Nessa mesma época de carnaval há cinco anos eu o conheci. Cinco dias num retiro, nos encontramos, conversamos, rimos, brincamos e nos apaixonamos. No dia seguinte da nossa volta pra casa ele apareceu com uma rosa nas mãos dizendo, "estou apaixonado por você, quer namorar comigo?". Não sei dizer quem foi o mais louco, pedir uma menina que você conheceu há cinco dias em namoro ou aceitar o pedido de namoro de um menino que você conheceu a cinco dias? Só sei que eu repetiria essa loucura todos os dias da minha vida.

Desde aqueles primeiros cinco dias a vida criou um sentindo, um caminho onde juntos percorremos até aqui. Cinco anos se passaram e só consigo ser mais feliz e mais completa. A caminhada é pesada, às vezes o medo e o cansaço minam nossas forças. mas quando juntos paramos para agradecer e recordar tudo que já conquistamos até agora, encontramos a razão para continuar. Que esses cinco dias continuem se multiplicando e que de cinco em cinco possamos viver nossa eternidade. Feliz nosso dia 23, meu amor...