Vick de 19 anos, temos algo a te falar.
Mais precisamente, no último ano enfrentei a minha maior batalha no quesito saúde mental. Depois de anos buscando, todos os dias, alcançar uma estabilidade emocional, aceitar os relacionamentos que me cercam pelo que eles são e, principalmente, aprender a amar quem eu sou, caí no poço mais fundo já vivenciado por mim: a depressão e as crises de pânico.
A vida não me era mais desejada. Os dias, um tormento. O meu aniversário? Um dia para passar em branco. Não existia nada que me fizesse levantar da cama e ser grata por viver. Nada nem ninguém poderiam suprir o vazio que assolava a minha alma. Mas, um ano depois, eu voltei a sonhar.
A acreditar que aquela menina, mesmo com todas as suas dores e marcas, era alguém que deveria ser feliz, era alguém que era amada, era alguém que valia a pena. É tão difícil crescer cercada de traumas e abandonos na infância. Isso se torna uma característica nossa, e não algo que foi feito a nós.
Ninguém sequer lerá esse texto, mas, se um dia, daqui dez anos, sei lá, eu passar por esse blog, quero me lembrar de que, mesmo nos dias mais difíceis, houve pessoas lá por mim e que o sol sempre, sempre volta a brilhar. A maior riqueza da vida não está em realizar, mas em nunca deixar de sonhar.
